Do jornal "O Imparcial":
A natureza desenvolve um sistema compartilhado de gestão. O trabalho é desenvolvido em rede, como o nosso cérebro, por exemplo. O encadeamento neural nos permite perder neurônios sem provocar maiores danos à capacidade motora ou de raciocínio. Perdemos milhões deles durante a vida. Por que então continuamos com uma vida normal?
Os estudos pregam a teoria de redes em três níveis: centralizado, multicentralizado e distribuído. A natureza lança mão do modelo distribuído de atividade. Aquele no qual cada indivíduo é um centro de conhecimento e ação. Lembre-se da rede neural. Um único neurônio desempenha sua atividade e absolve a do par ao qual está interligado. Se um desaparece, o outro consegue desempenhar a função sem grandes perdas, porque também sabe o que fazer.
Ao contrário do que ocorre em muitas empresas, que preferem a administração por meio de multicentros que burocratizam a comunicação e a geração do conhecimento. "Somos uma rede fractal de seres independentes", prega o professor da Escola de Redes da Dom Cabral, Augusto de Franco. Nas empresas, explica, costuma-se buscar a descentralização das atividades. Elege-se gerentes, delega-se funções e assim afasta-se o caráter centralizador da gestão.



