Por Hamilton Werneck (pedagogo, escritor e palestrante):
As revistas leigas e acadêmicas abrem o debate sobre o fim da escrita cursiva e o nascimento da alfabetização via digitação em “tablets”. Chamou-me a atenção duas revistas: uma era acadêmica e, a outra, de bordo. Dois mundos em questão: Alemanha e Estados Unidos discutindo este assunto.
Analiso com muito prazer esta inovação levando em conta a questão da psicomotricidade, a evolução da tecnologia e a minha experiência pessoal. Aluno de letra feia e que detestava fazer caligrafia, optando sempre pelos meios mais rápidos para atingir os objetivos, quando encontrei uma velha máquina de escrever na escrivaninha da residência de um tio, aprendi a escrever à máquina por conta própria e passei a apresentar na escola, em plena década de sessenta, os trabalhos datilografados.